Categoria: Artigos
Data: 12/07/2026
“Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem.” – Mateus 7.6
Qual o limite da insistência? Desde cedo, aprendemos que a persistência é indispensável para alcançar objetivos. Emprego, estudos, amizades e tantos outros sonhos exigem dedicação e perseverança.
Mas e quanto ao anúncio do Evangelho? Existe um limite para nossa persuasão? Jesus nos ensina que sim. Ao dizer que não devemos dar aos cães o que é santo nem lançar pérolas aos porcos, Ele nos chama ao discernimento diante daqueles que, de forma deliberada e persistente, desprezam, escarnecem e profanam a mensagem da cruz. Insistir indefinidamente com quem apenas deseja zombar das coisas santas não honra o Evangelho, mas expõe aquilo que é precioso ao desprezo.
Isso não significa desistir das pessoas nem deixar de anunciar Cristo a um mundo hostil. Significa reconhecer que há momentos em que o mais sábio é recuar, evitar contendas inúteis e confiar que Deus pode agir em outro tempo e por outros meios. Nossa responsabilidade é proclamar fielmente; o resultado pertence ao Senhor.
Nossa insistência jamais regenerou um coração. Nenhuma eloquência é capaz de transformar um coração de pedra em coração de carne. Essa é uma obra exclusiva de Cristo, pelo poder do Espírito Santo. A nós cabe semear com fidelidade, sabedoria e amor, confiando que Deus fará florescer sua Palavra no tempo determinado.