Categoria: Artigos
Data: 25/10/2026
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque devorais as casas das viúvas e, para o justificar, fazeis longas orações; por isso, sofrereis juízo muito mais severo!" – Mateus 23.14

Este segundo "Ai" de Jesus expõe a religiosidade que usa a fé como instrumento de lucro. Os fariseus, alvo do lamento e da indignação de Cristo, além de falharem em amar o próximo, extorquiam e roubavam os vulneráveis, escondendo seu pecado atrás da oração.
Ser viúva naquela cultura era sinônimo de fragilidade e dependência. Sozinhas, não tinham quem as instruísse ou defendesse. E é exatamente sobre elas que os mestres da lei mostravam o seu abuso de poder, manipulando e exercendo injustiça. Possivelmente, por meio do uso ilegal da lei, assumiam o controle dos seus bens e posses, taxavam impostos exagerados e extrapolavam da hospitalidade. O mecanismo de enganação? O aparente zelo espiritual e as longas orações, que não santificavam o roubo, mas o tornava mais cínico.
E as vezes que nos valemos da nossa posição e da nossa linguagem de fé para justificar os interesses que nada têm a ver com o Reino? Quando o ministério e o conhecimento das Escrituras viram palco para manipulação de vantagem sobre os frágeis? Quando a piedade esconde a sujeira de um coração maldoso? Essas são as repetições do mesmo pecado.
Que nossa fé não seja uma máscara sobre a hipocrisia, a falsidade, a dissimulação e a injustiça. Que todos os nossos atos sejam feitos com amor, com integridade, temor e tremor a Deus.

Autor: Rev. Altieres Fernando Miola   |   Visualizações: 7 pessoas
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