Categoria: Artigos
Data: 09/08/2026
“Ouvindo o rei Davi todas estas coisas, muito se lhe acendeu a ira.” - 2 Samuel 13.21
Um desastre aflige a família de Davi: Amnom, seu filho, estupra Tamar, sua meia-irmã. Ao saber do ocorrido, o rei de Israel fica indignado. Ele é tomado por uma ira justa e necessária, mas fica somente nisso. Ele não age para confrontar o pecado de seu filho, consolar sua filha abusada e corrigir o mal dentro da sua casa. Seu silêncio abriu espaço para que a dor se transformasse em amargura, vingança e morte.
Como pais, não podemos, somente, ficar incomodados com os pecados dos nossos filhos e evitar a devida correção. Não podemos ser tomados pelo medo de perder o afeto deles, ceder a omissão passiva ou se afundar em outros sentimentos. É imprescindível a disciplina, com graça e misericórdia. Nossa tarefa é conduzir os nossos filhos no caminho do Senhor.
No entanto, por melhor que tentemos cumprir nossa missão, ainda falhamos. Assim como Davi fracassou, nós também fracassamos. Por isso, é imperativo que olhemos para Cristo e nele aprendamos como educar nossos filhos segundo o poder do Evangelho. Somos ensinados a enfrentar o pecado sem fugir, a não ignorar o erro, a assumir o ônus dos efeitos nocivos e a oferecer, mesmo na disciplina, o perdão gracioso. Em Jesus, nós somos perdoados quando nos arrependemos e somos desafiados a recomeçar.
Neste Dia dos Pais, lembremos: pais que refletem o coração de Cristo não apenas se entristecem com o mal, mas, em amor, corrigem, protegem, perdoam e apontam seus filhos para o único Pai que jamais falha.