Categoria: Artigos
Data: 02/08/2026
“Bem que eu poderia falar como vocês, se estivessem em meu lugar; eu poderia condená-los com belos discursos, e menear a cabeça contra vocês. Mas a minha boca procuraria encorajá-los; a consolação dos meus lábios lhes daria alívio.” – Jó 16.4-5
Quando alguém precisa de ajuda, que tipo de amigo você é? Aquele que consola ou abre mais a ferida? O que procura entender o sofrimento alheio ou fala indiscriminadamente? O que busca soluções ou aumenta os problemas?
Jó dialoga com três amigos. Eles, porém, diante da dor, acusam-no. Segundo a teologia da retribuição que carregam, o motivo do sofrimento de Jó é a recompensa por seus pecados não confessados, sua má conduta, sua arrogância para com os necessitados e faltas cometidas contra Deus. Em outras palavras, Jó está pagando o preço por ter sido uma pessoa má.
Diante disso, Jó se defende. Ele tem convicção da sua integridade para com o Senhor, mesmo sabendo que é um homem falível e pecador. Por isso, ele declara: “Saibam que agora mesmo a minha testemunha está nos céus; nas alturas está o meu advogado” (Jó 16.19). Sua causa está nas mãos de Deus e ele, como mais ninguém, conhece a verdade do seu coração.
Aos que estão sofrendo, nem sempre vamos entender as razões da dor e das lutas; no entanto, Deus não desperdiça nossas batalhas, pois elas têm propósitos de nos fazer conhecer mais ao Senhor e depender da sua graça e misericórdia. Aos que têm a oportunidade de ser conselheiro, que todas a suas palavras sejam recheadas de amor e piedade, pois o nosso desafio é construir pontes e não cavar valas.